sexta-feira, 9 de abril de 2010

PAUTAS DE HTPC

E.E.PROF. SEBASTIÃO FERRAZ DE CAMPOS



PROFESSORA COORDENADORA CRISTIANE DE FREITAS CARVALHO



PAUTA DA REUNIÃO DE HTPC -






LEITURA EM VOZ ALTA -

DESABAFOS DE UM BOM MARIDO

Por Luís Veríssimo.


Minha esposa e eu temos o segredo pra fazer um casamento durar:duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida, e um bom companheirismo.Ela vai às terças-feiras, e eu às quintas.

Nós também dormimos em camas separadas. A dela é em Fortaleza e a minha em São Paulo .Eu levo minha esposa a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento. 'Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!' ela disse.Então eu sugeri a cozinha.



Nós sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras. Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'. Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.



Lembrem-se, o casamento é a causa número um para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento.Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela era 'Sempre'.



Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'.



No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher.

Desde então, nem Deus, nem o homem, nem Mundo tiveram mais descanso.

'Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes: o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.

Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa.

Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei.'

- Quando você terminar de cortar a grama,' eu disse, 'você pode também varrer a calçada.'

Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida'.'O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...'


OBJETIVOS-

-Refletir sobre para que e como os conteúdos de gramática são ensinados na escola;


-Mostrar que é falsa a idéia de que o conteúdo da gramática garante que o usuário da língua possa de fato escrever melhor.


-Evidenciar que o conhecimento epilinguístico é a base para construção de um discurso metalingüístico.


-Ajudar o professor a compreender e valorizar os conhecimentos que os alunos já possuem para que possa focar o trabalho nas questões que de fato correspondem as suas dificuldades.


O TRABALHO EPILINGÜÍSTICO NA PRODUÇÃO TEXTUAL ESCRITA


MILLER, Stela – UNESP


GT: Alfabetização, Leitura e Escrita /n.10


Agência Financiadora: Não contou com financiamento






Este trabalho tem por objetivo evidenciar a importância das atividades epilingüísticas no processo de aprendizagem do texto escrito.


Entendemos por atividade epilingüística o exercício da reflexão sobre o texto lido/escrito e da operação sobre ele a fim de explorá-lo em suas diferentes possibilidades de realização, uma atividade que se diferencia da atividade lingüística, essencialmente voltada para o próprio ato de ler e escrever, e da atividade característica do plano metalingüístico que supõe a capacidade de falar sobre a linguagem, descrevê-la e analisá-la como objeto de estudo.


Nas séries iniciais do Ensino Fundamental, via de regra, a aprendizagem da escrita de textos tem sido feita de forma desarticulada da aprendizagem da gramática da língua materna, cujo ensino orienta o aluno a realizar exercícios que dão prioridade aos aspectos descritivos dos fatos lingüísticos e cuja abrangência não excede o limite da frase. Dessa forma, a produção textual acaba por não ser afetada pelos estudos gramaticais realizados pelo aluno, ou seja, o aluno não incorpora a ela os conhecimentos metalingüísticos adquiridos pelos estudos de gramática.
Este trabalho propõe que a atividade de reflexão e de operação sobre a linguagem (atividade epilingüística), realizada durante o processo de escrita de textos e voltada para a compreensão do uso que se faz dos conceitos lingüísticos presentes na situação de comunicação com que se está trabalhando, faça a necessária ponte entre as duas instâncias de trabalho — a lingüística e a metalingüística — possibilitando ao aluno um melhor gerenciamento de sua tarefa de produzir textos cada vez mais próximos às exigências do padrão culto da língua, um objetivo do ensino desse conteúdo a ser conquistado pelo Ensino Fundamental, além de realizar essa tarefa adequando sua produção escrita à situação comunicativa na qual esta se insere.


O epilingüístico como mediador dos planos lingüístico e metalingüístico

Tanto no plano oral como no escrito, as atividades epilingüísticas têm por objetivo proporcionar ao usuário da língua oportunidade para refletir sobre os recursos expressivos de que faz uso ao falar ou escrever. No momento em que ele realiza tais atividades, sua atenção volta-se para a reflexão sobre os recursos que estão sendo utilizados no processo comunicativo em questão (GERALDI, 1993 e TRAVAGLIA, 1996).


Através dessa reflexão, feita em situação de produção, o aluno amplia gradativamente o seu domínio lingüístico e desenvolve sua consciência acerca dos fatos inerentes a esse domínio (BRASIL, 1997).


A essa consciência denominamos consciência implícita de uso, por se desenvolver no nível intuitivo, que se vincula às experiências vivenciadas pelo aluno, isto é, ao conhecimento que ele tem da língua como seu usuário, no momento em que reflete sobre as ações de falar, ler e escrever.


Isso significa dizer que a capacidade para explicitar regras gramaticais deve ser construída sobre o domínio de um conhecimento substancial dos usos dessas regras, trazendo-as à consciência como fatos dos quais já se tem domínio, ou seja, como um objeto de apropriação já garantido quanto ao seu uso. Em outras palavras, podemos afirmar que toda tentativa posterior de reflexão metalingüística, realizada com o intuito de descrever fatos lingüísticos, deve ser feita sobre um conhecimento que é do anterior domínio do aluno. Se o aprendiz não tem essa base de informação, a descrição metalingüística torna-se de difícil compreensão para ele, uma vez que se faz sobre conteúdos que não encontram ressonância no seu sistema prévio de conhecimentos acerca do funcionamento da língua.


Desse modo, podemos afirmar que o domínio epilingüístico faz a intermediação entre os dois outros domínios: o lingüístico e o metalingüístico. É na vivência de atividades epilingüísticas que o aluno tem a chance de refletir sobre o uso dos recursos lingüísticos que domina, contrapondo-o ao uso que deles faz a língua em seu estatuto padrão cujo domínio a escola deve garantir.


O domínio epilingüístico constitui-se, por isso, como elemento imprescindível de ligação entre a capacidade do aluno de produzir textos e a de descrever os fatos lingüísticos considerados em sua elaboração.


A EXPERIÊNCIA VIVIDA EM SITUAÇÃO DE PESQUISA






Ao professor, possibilitar a experiência de conduzir a aprendizagem de seus alunos, quanto aos usos dos aspectos gramaticais da língua pela sua discussão no processo de produção de textos, criando condições para que as crianças pudessem utilizar esse conhecimento em futuras produções escritas, uma vez que, acredita-se, tal procedimento garantiria o sentido e o significado dessa aprendizagem (SALVADOR, 1994, p. 155); aos alunos, propiciar uma situação significativa para o aprendizado desses aspectos por meio de atividades de reflexão e de operação sobre textos tanto de sua autoria como de terceiros, a fim de atingirem a melhoria da qualidade de seus escritos.


O trabalho epilingüístico, ou seja, o trabalho de reflexão e de operação sobre a linguagem, permiti um processo de mão dupla: do texto do aluno para as atividades de exploração dos aspectos selecionados e destas para o texto do aluno, que foi aos poucos sendo revisto e reformulado no decorrer desse processo.


Com o trabalho das atividades epilinguísticas o aluno vai, paulatinamente, incorporando ao seu sistema anterior de conhecimentos os dados presentes na discussão epilingüística, porquanto ela conduz o aluno a uma dupla tarefa: refletir sobre a adequação de um recurso lingüístico para a construção de determinado texto e agir para transformá-lo em função dessa reflexão. E a sua capacidade de escrever textos em consonância com os usos lingüísticos adequados a essa tarefa e coerentes com o contexto de situação dentro da qual se encaixa a produção escrita do aluno amplia-se, possibilitando-lhe produzir textos cada vez mais extensos e de melhor qualidade.






É essencial, no entanto, que o processo de ensino-aprendizagem destinado à formação do aluno produtor autônomo de textos se estabeleça num contexto interativo, dentro do qual o professor assume o papel de estimular as trocas verbais entre todos os participantes desse processo e, com isso, proporcionar as condições necessárias ao desenvolvimento, em seus alunos, dos conceitos necessários ao domínio cada vez mais amplo da tarefa de escrever.






Avisos :


Curso de formação-PIC


Curso de Formação em didática da Matemática

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